O Amor, a Dor e seus Plurais

O amor a dor e seus pluraisConceitualmente, aos que aceitam a reencarnação como fator de evolução consciencial têm o hábito de citar que tal evolução se dá pelo mediador livre-arbítrio e, este, genericamente, pelo amor ou pela dor numa visão quase egocêntrica à própria individualidade.

E quanto ao amor e as dores dos nossos irmãos? Elas também nos projetam em auto-evolução, pois ampliando nosso leque de percepções veremos que há mais caminhos, quais sejam pela nossa dor, pela dor de nossos irmãos, pelo amor destes mesmos irmãos e, pelo nosso próprio amor.

 Trago à baila a seguinte questão para refletir: você acorda pela manhã e encontra na frente da sua casa uma irmã menor – uma cadela – e seus filhotes. Exatamente, seis deles e, aí que começa o raciocínio.

O vizinho ao lado, um exemplo de pessoa, que já adotou alguns cães e os mantêm em área restrita da sua garagem corre e oferece comida, alguns ossos suculentos e um pouco de água. A vizinha do outro lado, outra pessoa sensacional e com um número pouco maior de cães adotados, na sua maioria de rua, também os recebe com preocupação e  se coloca pensativa na busca de alternativas, pois já acostumada, sabe que aqueles filhotes têm poucas chances de serem adotados e, necessariamente, serão atropelados ou através de situações afins perderão suas inocentes participações nesse plano terreno e, assim, outros atuam de diferentes formas.

Por outro lado o que fazer quando seu limite de ação impõe obstáculos para não absorver uma adoção. E, como fato repetitivo de que nada se justifica, pois são filhotes inocentes, mas também traz a verdadeira realidade do “Se”. Se castrar, se cuidar, se o Estado, se,…, infinitamente se, … Por quê? Aqui a pergunta é a “chave”.

A reflexão não é para encontrar em nossos corações a culpa, o dó, a lamentação ou a frustração, mas para buscarmos a compreensão da nossa evolução consciencial através da nossa dor, da dor de nossos irmãos, do amor dos outros e, o mais difícil de compreender: o nosso amor. Somos seres espirituais imperfeitos, no qual me incluo, e se a cada passo que dermos também tivermos a consciência do melhoramento, minimamente estaremos em processo de auto-evolução espiritual possibilitando a construção de um coletivo sustentável, quando da diversidade se refletirá a igualdade para todos.

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