As Dores da Alma

As dores da AlmaComo melhorá-las a partir da consciência e do desprendimento das amarras do tempo? Consciência ou Pronto Socorro? Há pouco menos de uma semana um vizinho querido desencarnou acometido de uma parada cardiorrespiratória. Se observarmos, a trajetória de nossa matéria ou veículo, poderemos entendê-lo como transitório, um verdadeiro hóspede em passagem existencial, que encapsulando o espírito em sua jornada infinita traça a dualidade das escolhas, da aceitação e da compreensão – do fundo da alma, pelo amor ou pela dor, estas, permanentes escolhas . . .

As dores da alma são muitas e se contabilizam, não somente pelo momento existencial, mas pelo mistério do tempo pretérito, que insipientes da vontade de compreender consciencialmente nos prendemos mais ainda às amarras que construímos para competitiva, ou comparativamente estabelecer um padrão de convívio entre irmãos através de um regramento comunal como critério para se relacionar e poder viver. Não nos permitimos ver a real Luz, o real sentimento, a simplicidade de ser e, viver feliz.

O que nos prende, se somos nós quem ditamos como serão os passos e, somos nós quem determinamos o caminho do melhorar? O que nos amarra? Ao buscarmos alternativas de aperfeiçoamento, geralmente administramos uma direção à “cura”, que nada mais se traduz, senão pelas escolhas, ou meramente pela mudança de padrões vigentes, mas olhamos em outrem os pesares do mundo, as dores daquela alma, que singularmente se assemelham as nossas. E, não as aceitamos, não as compreendemos do fundo de nossas almas.

O “castigo” se lança pela comuna representado pela dor, pela culpa e, pelo enfraquecimento do amor próprio ou autoestima. Novamente padrões preestabelecidos. Os incautos nos culpam e os mais bem-aventurados nos consolam e nos acolhem. E, nós? Compreendemos? Percebemos em consciência a necessária mudança? Devemos retomar o caminho do melhoramento . . .

O filho do vizinho tem assumido culpas pela passagem do seu pai. Pesares de não ter feito o que poderia ter feito em vida terrena. Quais as amarras a libertar? Qual a verdadeira compreensão em relação ao apego terreno e o desapegar consciencial? Mais uma vez, não é fácil!

As oportunidades nos são ofertadas a cada dia e, nos vemos duvidosos de dar o próximo passo. Mas e, quando andamos, nos soltamos das amarras das dores do pretérito e do presente e, finalmente, compreendemos do fundo da nossa alma a libertação pelo perdão, pela aceitação e pelo amor, o que acontece?

Pois, é nessa hora que olhamos na grande Orbe da Evolução o significativo salto consciencial que nós próprios escolhemos. Ainda ficamos com um “fio condutor” nos lembrando dos ciclos repetitivos do eterno aprendizado reencarnatório, mas aos poucos vamos olhando na direção da compreensão, do aperfeiçoamento e da Luz. Percebendo que a possibilidade é Real e não um pesadelo abstraído da caixa de Pandora do Ser ou do coletivo estagnado pelo limiar comunal.

Nossa “cura” está na consciência despertada a cada pensar, a cada sentir. Um observar silencioso que traz resultados para dissociar as dores da alma. Dizem que o enfermo deseja que Cristo tudo resolva, que o Pronto socorro atenue ou acaricie as dores sem solucioná-las, mas é na percepção da consciência que galgamos o melhoramento e a real compreensão, lá, no fundo de nossas almas.

Luz e amor!

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