Encontros e Interesses

Hoje mais ushutterstock modificadam dia lindo de paz e de calmaria. Tudo no seu devido passo. Nem parece que estamos trafegando em outro momento, outro agora. Pensando nossas construções, nossos encontros, que logo ali reunirão consciências no trabalho de evolução. Muitos risos, muitas palavras, muitas descobertas de si mesmos e para com os nossos amados irmãos. Por falar em encontros, ontem houve uma sincronia que está maturando como mais uma etapa de construção da SOPH. Um projeto que agrega uma troca com a Idade das “crianças sábias”, ou como todos a conhecemos, a terceira ou a melhor idade – Lembrei de ti Daniele Oliveira da Silva, querida irmãzinha “Estelar”!

Estava me exercitando, correndo na rua e, como de hábito sempre sou cumprimentado por um senhor de cabelos brancos, que mora no entorno do bairro. Ao passar por ele e pela sua senhora, que me observavam enquanto corria e, obviamente enquanto realizavam suas pequenas tarefas no pátio a frente de sua residência, sempre me perguntou àquele senhor ao final de minha corrida: quantas voltas fizestes hoje? Eu respondo, agradeço e geralmente sigo caminho a fim de me recompor.

Pois, ontem aprendi muito com àquela “criança sábia”, pois dessa vez me parou na esquina de sua casa, onde sentado em um pequeno banco de madeira limpava o piso da calçada, com uma pequena escova e, pois, nos colocamos a conversar. Uma sintonia ou reciprocidade que me deixou interessado. Acerca da significação desta palavra, por vezes escutamos de algumas pessoas, que usam esse termo “interesse” sem perceber o quanto fascina sua postulação, pois representa estar encantado e com desejo enorme de, no meu caso fiquei encantado em ouvi-lo.

Conversamos muitas coisas até o momento em que o coloquei a par de que me faltaram alguns parafusos para concluir a colocação de rodas em uma das novas macas que adquiri para o trabalho solidário da SOPH. Imediatamente esse senhor, que se chama Victório, nome interessante e que traz a sinergia de muitas prováveis conquistas realizadas pela vida, me convidou para entrar em sua casa, pois afirmara que possuía muitos parafusos e que poderia ter àqueles que eu precisava.

Fiquei um pouco constrangido, mas fui com certo entusiasmo entrando, momento em que me apresentou a sua senhora, outro ser encantador, também de cabelos brancos e de uma simplicidade que desperta um desejo inexplicável de saber sobre àquela alma. Fomos passando pelo corredor e chegamos à garagem. Sua oficina de trabalho, que mais parecia àquelas oficinas de filmes, onde ali guarda uma história de vida e de dedicações incríveis, visto a energia intensa e doce que ali pulsava. Um carro antigo suspenso, curioso! E, muitas, mas muitas outras peças artesanais que se perdem ao olhar de qualquer um. Senti-me sublimando e me lembrei da fábula e do diálogo de Alice e do coelho: um segundo pode ser a eternidade. Pois, que segundo, que eternidade. . .

Logo, o senhor Victório trouxe uma caixa e depois mais duas, com uma centena de parafusos na tentativa de me doar alguns do modelo que me faltava. Não encontramos um modelo similar e ele se desculpou. Brevemente lhe disse que o seu interesse em ajudar já era o suficiente para que me sentisse agradecido por tão doce iniciativa. Naquele momento mágico me despertou um “olhar” sobre a vida, sobre as relações, mas certamente pelo encontro.

Entendo a infinitude do encontro tal qual esta pequena manifestação afetuosa, que resulta em uma fusão ou numa explosão de paradigmas relacionais, quando nesse momento e, especialmente na interação, na comunhão conceitual há alguém que o vê e, sinergeticamente há alguém que se perceba visto. Este é o ressignificar de um encontro, que sai da sua etimologia e transforma os participantes naquele momento vivo e único da existência. Ainda relaciono o encontro a um infinito mágico, que transforma a todos no mundo e os direcionam rumo as suas percepções internas e as suas evoluções.

Mas voltando ao senhor Victório, felizmente e, apesar de não ter o modelo de parafusos que eu precisava, me permitiu comparar com as cenas que a vida nos ensina com tanta sapiência e, às vezes, m nossa insignificante história existencial nos passa despercebido. Em verdade é muito mais fascinante que nos possa a compreensão revelar. Naquele momento, enquanto agradecia aquela criança sábia entendi mais uma vez o quanto magistral é a terceira idade, pois ali, naquele encontro aprendi que “ter interesse” se revela em encanto, desejo sincero e, muitas vezes, um amor enorme no coração das pessoas. Por essas e outras maravilhosas manifestações, que minha verdadeira alegria é poder agradecer sincera e verdadeiramente àqueles que têm ou mesmo não têm interesse de, pois sempre ensinarão às almas que vêem o amor revelado ou não, das consciências feridas ou não, que o que vale mesmo é ser parte do encontro, o que vale mesmo é estar de alguma forma vivendo o encontro.

Simplesmente uma “vitória” sobre o desamor!
Gratidão, paz e união, sempre!

Sérgio Gubes

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